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Na quinta-feira (26), a repórter Taylor Weatherby, da Billboard, fez uma entrevista com a The Wanted para relembrar seu sucesso e descobrir o que virá.

Após entrar em contato, por telefone, com todos os membros, a reportagem traz revelações de bastidores e reflexões sobre o que levou à pausa na carreira. Além de tudo, Jay McGuiness, Max George, Nathan Sykes, Siva Kaneswaran e Tom Parker revelaram se há planos para um retorno em um futuro próximo.

A seguir, veja a íntegra traduzida da matéria:

Há muitas músicas clássicas de boyband que resistem ao teste do tempo, mas não muitas que podem ser um hino para sempre da boate. Foi isso que os britânicos e irlandeses da The Wanted criaram com “Glad You Came”, sucesso que lhes garantiu a 3ª posição na Billboard Hot 100 em 2012 e fez deles uma sensação internacional, até que o grupo anunciou seu hiato em 2014.

Enquanto o grupo se qualificava como boyband – cinco adolescentes de boa aparência e jovens de 20 e poucos anos que cantam e fazem garotas desmaiarem, formados por meio de um processo de audição em 2009 – seu som era um pouco mais maduro do que os sucessos dos galãs clássicos. Juntamente com o One Direction, do Reino Unido (contra o qual o grupo foi naturalmente confrontado, uma rivalidade forçada que brevemente provocou uma disputa no Twitter entre os membros de ambos as bandas), The Wanted reintroduziu a boyband como uma cultura pop nos dois lados do Atlântico.

Mas os rótulos nunca incomodaram o quinteto (Max George, Tom Parker, Jay McGuiness, Siva Kaneswaran  e Nathan SYKES), especialmente depois que a sua carreira decolou.

“O que realmente me anima na percepção de boybands é o esnobismo de outras pessoas”, diz Nathan à Billboard. “O gosto musical de uma adolescente não é menos crível do que de um homem de 60 anos careca. Eu acho que ter muitos fãs – não importa a idade deles, gênero, qualquer coisa assim – faz com que você seja incrivelmente confiável.”

Após “Glad You Came”, The Wanted lançou seu terceiro álbum de estúdio, “Word of Mouth”, em 2013, que gerou seis singles, cinco dos quais chegaram ao top 10 do Reino Unido. Aproveitando sua audiência americana, os rapazes estrelaram seu próprio reality show, “The Wanted Life” no início daquele ano, que — junto com uma vibração mais ousada em faixas do “Word of Mouth” como “I Found You” — solidificaram que eles não seriam dispensados da história das boybands como outro grupo fofo.

No entanto, The Wanted não viu outro hit entrar no top 40 do Hot 100 depois de “Glad You Came” e One Direction continuou em um caminho rápido para o equivalente do século 21 da Beatlemania. Com o sucesso deles começando a diminuir (pelo menos, nos Estados Unidos) e a concorrência aumentando, The Wanted anunciou em janeiro de 2014 que, após a conclusão da turnê “Word of Mouth Tour”, eles entrariam em pausa — da qual eles ainda não voltaram mesmo quatro anos depois.

Em comemoração à semana da boyband da Billboard e ao sucesso da The Wanted, conversamos com o grupo para relembrar seu tempo como banda, as boas (e más) decisões ao longo do caminho e se uma reunião está nos planos. Ah, e claro, para obter seus pensamentos reais sobre o One Direction.

 

“Eu senti como se tivéssemos algo grande”

SYKES: Nós nos sentíamos muito bem. Nós estávamos realmente começando, tínhamos ótimas músicas, a gravadora era incrível, o empresário era ótimo. Nós tínhamos tudo no lugar para nos sairmos bem. Eu acho que o JLS era a grande boyband do Reino Unido na época, então não sabíamos como isso funcionaria — se as pessoas reagiriam a nós, se as pessoas gostariam.

PARKER: Quando começamos a gravar e nos conhecemos, sabíamos que essa não seria a típica boyband. Nossa imagem inicialmente era para ser limpa, mas como você pode controlar cinco rapazes que só querem festejar e se divertir? Então nós meio que apenas abraçamos a imagem bad boys. Entretanto, nenhum de nós é realmente um bad boy. Somos todos geeks de coração!

SYKES: Eu achava que todos nós éramos muito motivados a continuar lançando boa música, para ganhar mais e mais fãs. Essa foi a meta para mim, continuar a dar a esses fãs que deram muito apoio e oferecer ótimos shows, ótimas turnês, coisas assim. Continuando a impressionar as pessoas, espero.

KANESWARAN: Eu só queria ser o melhor que eu poderia ser e deixar todo mundo orgulhoso. Com a The Wanted, senti que tínhamos algo grande. Eu só não sabia que ia ser tão grande!

GEORGE: Eu tinha 21 anos quando entrei na The Wanted. Eu me mudei para Londres sozinho quando tinha 17 anos para tentar viver de música. Eu estava me apresentando em bares, cafeterias, alguns lugares realmente ruins, sabe? Quer dizer, eu adorei, mas isso não mudaria minha vida. Quando eu me juntei à The Wanted, foi com uma grande gravadora e tudo era novo e surpreendente. Eu não sei quais foram as minhas expectativas. Foi apenas uma nova aventura.

PARKER: Eu acho que as melhores memórias estão verdadeiramente no começo da banda. Quando todos nós fomos colocados juntos em uma casa, nenhum de nós conseguia acreditar no que estava acontecendo. Apenas um bando de rapazes em uma casa juntos se divertindo muito.

MCGUINESS: Existem muitas [histórias] que se destacam, mas não muitas que eu possa repetir, infelizmente!

SYKES: Eu meio que perdi esse período de ficar conhecendo, sendo tão jovem. O que eu acho que provou ser um pouco difícil, mas eles também me apoiaram. Eu não tenho certeza se eles sabiam como me tratar — “Nós o tratamos como alguém da nossa idade? Nós o tratamos como um garoto de 16 anos? Isso seria muito paternal?” Então eu acho que eles não sabiam como me tratar e eu realmente não sabia como me encaixar com um monte de garotos de 21 anos.

Mas com isso, eu poderia ser chamado quando as pessoas têm ressacas em massa [risos] Então, havia prós e contras. Eles falariam tipo “Cara, você cuida dessa hoje” e eu ficaria tipo “Tudo bem, justo”.

 

“Esse é o momento em que você pensa: ‘Isso realmente vai para algum lugar'”

SYKES: Quando todos nós nos entramos no Twitter pela primeira vez, havia originalmente três garotas que estavam nos seguindo e depois havia seis. E eu acho que dentro de alguns dias, nós pensamos: “Há mais membros da banda do que fãs”.

[Então] fizemos uma turnê escolar e uma turnê de rádio. Quanto mais íamos às escolas, mais os rapazes não gostariam de nós. E nós ficamos tipo: “Ou estamos ficando piores ou estamos tendo uma reação melhor das garotas”. Quanto mais os rapazes não gostassem que as garotas nos dessem uma boa reação, ficamos tipo: “Espera aí, isso está indo para algum lugar”.

GEORGE: Nós fizemos o Capital Summertime Ball em 2010. Nós estivemos em quatro escolas que tinham 50 crianças em uma sala de aula cantando com um violão. Uma semana depois, estávamos no estádio de Wembley na frente de 90.000 pessoas. Então, eu me lembro daquele dia, pensando: “Certo, ok, isso é real agora.” Eu acho que aquele dia foi quando me ocorreu que isso era sério e na verdade poderia ser algo que poderia mudar nossas vidas.

SYKES: Fazendo as turnês nas rádios, tínhamos centenas de crianças fora das estações de rádio. E eu lembro de uma em Manchester, havia umas duas mil pessoas fora da estação de rádio, e nós não podíamos nem entrar. Nós estávamos sentados no carro e o carro estava balançando — esse é o tipo de tempo que você fica tipo: “Isso realmente vai para algum lugar”. No final, depois que fizemos a entrevista de rádio, obviamente não pudemos sair e tirar fotos com todo mundo, então nós pulamos no carro e fizemos uma apresentação acústica. Eu acho que o tempo todo eu fiquei tipo “Que diabos está acontecendo? Isso é incrível!”

Depois, descendo a estrada em algum ponto do País de Gales, tivemos adolescentes correndo pela estrada atrás de nós. Nós pensamos: “Vocês precisam parar de fazer isso, vocês serão atropelados!”. Quando coisas como essas começaram a acontecer foi quando começamos a ficar muito, muito, muito animados.

PARKER: Se passaram seis meses e nós tivemos um single na primeira posição no Reino Unido com nosso primeiro álbum, “All Time Low”.

 

“Tudo mudou literalmente da noite para o dia”

SYKES: Quando fomos direto para o número 1, tudo mudou literalmente da noite para o dia.

GEORGE: Quando nos disseram que fomos para o número 1, houve apenas uma espécie de silêncio. E, então do nada, eu comecei a chorar como um bebê. Eu nunca chorei assim em público. Eu não sei o que foi. Foi a felicidade, foi alívio, foi choque. E então meu irmão mais velho, que estava lá, começou a chorar também. E então eu me lembro da minha mãe chorando. Isso foi provavelmente o mais alto que eu já estive na minha vida. Um dia na minha vida que foi um dos melhores, definitivamente.

SYKES: Foi um pouco de borrão. “All Time Low” foi um pouco surreal, porque não esperávamos o número 1. O objetivo era o Top 40. Pensávamos que, se tivéssemos a estreia no Top 40, poderíamos nos beneficiar e crescer. Aconteceu muito rapidamente, embora houvesse todo o trabalho nos bastidores para alcançar o sucesso. Definitivamente houve lágrimas, mas acho que podíamos sentir isso.

Tudo mudou, porque, então, a expectativa de todas as vezes era alcançar o primeiro lugar. As pessoas estavam esperando um número 1, 2 ou 3 de cada vez que lançávamos uma música. Obviamente, com isso vieram também grandes oportunidades, com apresentações no The X Factor e coisas assim. Alguns anos depois, correndo com a tocha olímpica — coisas que você não acha que conseguiria fazer. Eu acho que uma vez que alcançamos o número 1, era isso — era 100 milhas por hora a partir de então.

 

“Nós olhamos para ele e ficamos ‘Essa música será muito importante'”

SYKES: Nós estávamos no acampamento de composição para a segunda gravação, acho que foi uma das últimas canções que ficaram prontas. Um grupo de pessoas da equipe veio naquele dia, porque estávamos realizando uma reunião sobre bonecos — eles estavam tentando convencer todo mundo a fazer bonecos de The Wanted. Metade de nós ficou “Isso é como você sabe que está indo bem”, mas a outra parte estava tipo “Somos legais demais para isso, eu serei arruinado quando for em pubs por causa dos bonecos”. [Risadas] Foi uma decisão dividida sobre isso, e eles disseram: “Ah, enquanto vocês estão por aqui, nós temos essa música que acabou de entrar.”

Eles colocaram e nós estávamos todos sentados ali — é verso, pré-refrão, e, então, ele repete. Era como, “Ok, legal.” Eu acho que Siva tinha derrubado uma garrafa de champanhe — ele estava muito bêbado, mas ele estava dançando junto com essa música, e ele ficou tipo, “Isso é brilhante”. Todos olhamos para ele e dissemos: “Essa música vai ser enorme, por causa disso — a reação enquanto ele está bêbado.”

GEORGE: Quando filmamos o clipe, ele meio que acertou em cheio. Tipo: “Puta merda, eu entendi agora. Eu entendi completamente”. Nós queríamos fazer um vídeo em que, quando as pessoas assistissem,elas quisessem estar lá. E é isso que nós queríamos que a música transmitisse. Eu acho que sobre a música, nós queríamos que fosse um hino de verão que fazia todo mundo se sentir sobre a época mais quente do ano.

Isso realmente mudou tudo. Essa música nos levou para todo o mundo e sou muito grata pela canção, porque fomos capazes de viajar para esses países e conhecer tantos fãs de diferentes culturas. Foi o momento mais legal de todos, honestamente.

SYKES: Quando chegamos ao número 1 com “Glad You Came”, Stevie Wonder estava tocando no Hyde Park. E eu fiquei tipo: “Estou um pouco dividido aqui porque quero comemorar, mas também quero muito ir ver o Stevie Wonder no Hyde Park.” Então eu fiquei tipo “Ah, ótimo, sim, eu vou ver Stevie Wonder.”[risos]

“Meu primeiro pensamento foi ‘Ah, merda…'”

PARKER: O momento de The WantedOne Direction foi um grande momento na história da boyband.

GEORGE: Cerca de um ano depois de termos nos lançado nos Estados Unidos, One Direction chegaram, e eles meio que nos esmagaram em todo o lugar. Sejamos honestos, tivemos grande sucesso nos números — “Glad You Came” era tão grande quanto qualquer outra coisa na época —, mas depois de “Glad You Came”, eles meio que nos deram uma surra.

SYKES: Meu primeiro pensamento foi que quando vi o One Direction no The X Factor, um dos cinco episódios foi “Oh, merda”, se eu for completamente honesto [risos]. Você poderia apenas ver que isso se conectaria e seria massivo. E então a primeira vez que ouvi “What Makes You Beautiful”, novamente eu tive o mesmo pensamento, mas com uma palavra diferente [risos]. Foi apenas uma música brilhante.

GEORGE: Nós nos conhecemos quando eles estavam no X Factor, na verdade. Achamos que era legal ver esses rapazes, esses jovens tão empolgados e famintos pelo que iria acontecer.

SYKES: Eu estava fazendo uma massagem e todos eles entraram no vestiário, e eu acho que cada um deles me deu um tapinha nas costas — o que foi uma bela introdução. [Risos] Mas não, eles eram adoráveis. Eles entraram, nós conversamos um pouco com eles. A energia que eles tinham era simplesmente fantástica. Você podia sentir, era contagiante. Eles saíram e ficamos tipo: “Sim, eles vão ficar enormes”.

GEORGE: Obviamente, eles não faziam ideia, não tínhamos ideia do que estava prestes a ocorrer. Nunca foi uma preocupação ou competição — tudo com o que nos importava era o quão boa era nossa música. A única vez em que algo foi mencionado sobre o One Direction foi: “Puta merda, quão grandes eles são?” Nunca foi, “Oh, droga, nós precisamos ser maiores que eles”.

SYKES: Eles aumentaram sua base de fãs de uma forma incrível e as músicas foram ótimas. Eles eram apenas bons. Chegou a um estágio em que estávamos no mesmo nível, e tivemos uma conversa. “Tudo bem, pessoal, vocês precisam fazer uma escolha. Vocês precisam ficar na pista ao lado deles e lançar grandes músicas pop, ou vocês podem fazer a escolha e tornar sua imagem um pouco mais legal. Saia um pouco mais e seja vista como a alternativa mais ousada ao One Direction“. Essa foi a decisão que foi tomada e, pessoalmente, acho que se provou como a decisão errada. Mas acho que ninguém teria parado o que aconteceria com o One Direction. Nenhuma banda no planeta iria impedir que isso se tornasse o sucesso que se tornou. Mas há debates de que poderíamos andar ao lado deles por um pouco mais de tempo.

[Depois de nos conhecermos] no The X Factor, alguns de nós ficaram em contato — obviamente, isso foi embora quando metade da banda decidiu começar uma guerra com o One Direction, o que acabou ficando confuso e desnecessário. Eu me lembro de ter visto Niall [Horan] numa saída à noite, e eu fiquei tipo, “O que diabos aconteceu?” E ele ficou tipo “Nem me fale”. Eu acho que nós vimos Harry [Styles] também, nós dois estávamos muito bêbados em algum lugar em Los Angeles. Nós apenas tivemos esse maravilhoso abraço e foi o reconhecimento tipo: “Isso não é sobre nós. Estamos bem”. Foi muito estranho ter essa divisão de membros nas bandas que não se davam bem, e os membros que se davam, mas que não podiam, publicamente, demonstrar afeição. Foi, provavelmente, um erro decidir perseguir essa disputa no Twitter. Isso não foi uma boa ideia.

Eles são garotos muito legais. Eu os vi um pouco mais enquanto estive fazendo minhas músicas solo e eles também têm feito suas músicas solo, e eles não são nada além de adoráveis. É muito bom ver, também, que mesmo com a quantidade de sucesso que eles tiveram que são pessoas muito legais, ainda têm o pé no chão e são muito voltadas para a música — eu acho ótimo para a música.

KANESWARAN: Nós éramos iguais em muitos aspectos. Eu achei maravilhoso como o mundo acolheu boybands britânicas/irlandeses. Todos fomos muito sortudos.

 

“Eu não acho que nenhum de nós estava pronto para ser estrelas de reality show”

GEORGE: Fomos aconselhados a fazer [The Wanted Life] pelas pessoas no comando, porque na época [eles pensavam que] era a melhor coisa a fazer. E não foi.

SYKES: Eu não acho que nenhum de nós estava pronto para ser estrelas de reality show. [Risos]

GEORGE: Passamos três ou quatro meses longe, não interagimos com nossos fãs, não tínhamos estado em casa, não tínhamos visto nossos fãs na Inglaterra e não lançamos nenhuma música. Eu voltaria atrás e talvez nós nos concentrássemos na música, porque era sempre sobre a música para nós — e quando nós fizemos esse programa, ficou mais como “Vamos ficar bêbados e vagabundear por aí”. Você pode fazer isso de qualquer maneira, não precisa gastar quatro meses fazendo isso em um programa de TV.

SYKES: Era uma equipe muito boa, e eles eram exatamente o que precisávamos [para o programa]. Mas o drama que vem com um reality show não poderia estar mais longe do que precisávamos. O programa trouxe namoradas e expôs as fraquezas que nós achávamos que não tínhamos. Isso causou rachaduras — não aquelas que não conseguimos superar, porque fizemos na maior parte do tempo, mas isso se tornou mais difícil. Porque de repente as namoradas deixaram de ser periféricas para se tornarem as figuras focais e elas estavam no ponto central da banda, o que fez toda a dinâmica apenas virar de cabeça para baixo.

Houve dias em que eu costumava me trancar no quarto e bloquear a porta porque eu não queria fazer nenhuma filmagem. Eu não podia fazer isso. Eu me trancaria e eu tinha uma desculpa incrível, porque eu ficava tipo “não posso falar”, devido à minha cirurgia na garganta [Sykes foi operado em abril de 2013 depois que um nódulo apareceu em suas cordas vocais]. Eu acho que isso também me impediu de ser arrastado para dramas, o que na verdade meio que me deu, por assim dizer, um enredo.

GEORGE: [O programa] nos permitiu descobrir com o nos importávamos, que era música e nossos fãs. Eu só vi alguns episódios. Eu proibi minha avó de assistir [risos].

 

“Meio que voou”

GEORGE: É meio estranho, porque tudo parece que aconteceu tão rápido. Eu gostaria que, às vezes, eu pudesse voltar e diminuir o ritmo um pouco, para que pudéssemos parar e absorver tudo. Algumas coisas são meio que um borrão — quero dizer, nós estávamos meio que festejando muito e isso provavelmente não ajuda [risos]. Acho que gostaria que pudéssemos desacelerar um pouco e absorver o que estava acontecendo. Mas tudo meio que voou.

Nós viajamos para muitos lugares e temos tantas placas e material do nosso agente, programas e shows que fizemos em todo o mundo. Eu olho para trás e penso: “não tenho uma foto lá”! Se há uma coisa que eu poderia mudar, seria que eu poderia ter tentado aproveitar mais, mas acho que pelo fato de ter sido tão chocante, o que aconteceu, eu realmente não pensei nisso. Eu acho que fiquei muito animado com tudo.

KANESWARAN: Nós éramos tão jovens e todos nós tínhamos uma forte ética de trabalho, mas isso prejudicou nossa saúde física e mental. Nós nos esgotamos e deveríamos ter tirado mais tempo para limpar nossas mentes e corpos.

GEORGE: A discussão foi realmente que íamos dar um tempo. Mas então, quando a última turnê começou, ficou evidente que não seria apenas uma pequena pausa. Seria mais como “vamos fazer as nossas coisas por um tempo”. Isso foi triste, mas, no fim das contas, é exatamente o que acontece e todos temos que seguir em frente, queiramos ou não. Eu nunca teria desejado que chegasse a um ponto em que nenhum de nós queria mais trabalhar um com o outro. Não chegou a esse ponto. Acho que foi a coisa certa a fazer, no final.

 

“Eu acho que a The Wanted ainda tinha mais para dar ao mundo”

SYKES: Eu acho que em termos de fazer mais como The Wanted no futuro… Pessoalmente, eu sou o mais feliz que já fui como artista neste momento da minha vida. Então, não é algo que eu consideraria, mas um passarinho me contou que os outros quatro têm falado sobre isso.

GEORGE: Eu não falo com Siva há um tempo, e com Nathan eu não falo há algum tempo — ele tem feito a própria coisa. Mas com Tom e Jay eu falo o tempo todo. Eu estava no telefone com Tom alguns dias atrás para ver como ele estava. Sempre que conversamos, nós sempre voltamos [para o assunto da The Wanted], mesmo que seja por apenas 10 segundos, tipo, “Garoto, eu gostaria de fazer de novo, não é?” E ele fica tipo “Sim, sim eu também”.

PARKER: Eu gostaria que todos nós tivéssemos continuado um pouco mais. Eu acho que a The Wanted ainda tinha mais para dar ao mundo.

SYKES: Eu apoiaria isso totalmente — eu iria aos shows, eu cantaria junto na plateia e eu amaria se os quatro garotos quisessem fazer isso. Eu acho que isso seria absolutamente incrível. Mas, no momento, acho que encontrei o meu lugar como artista e acho que voltar atrás seria mudar o meu caminho de forma muito abrupta.

Isso não significa dizer que não sou profundamente grato por tudo o que aconteceu com a The Wanted e isso não muda a forma como eu olho para a banda ou o meu amor pela banda ou pelos fãs. Significa apenas que estou em um caminho e mudar isso seria muito abrupto. Então, eu vou continuar no meu caminho como artista solo e espero que os outros quatro decidam se juntar novamente como uma banda.

GEORGE: Eles são todos irmãos para mim. Todos eles sabem disso. Eu estaria completamente aberto a isso, porque eu absolutamente adoro os meninos. Eu adoraria experimentar isso de novo — mesmo que eu seja alguns anos mais velho.

 

“Nós éramos a boyband do spring break”

GEORGE: Eu sinto, de certa forma, que — como alguém me disse uma vez — nós meio que tornamos as boybands legais de novo. Nós nunca tentamos ser uma boyband, éramos apenas cinco rapazes que adoravam fazer música e cantar juntos. Nós éramos um pouco mais velhos do que as outras bandas que estavam antes de nós, mas eu acho que meio que aceitei isso. Quer estivéssemos ou não em escolas para crianças e coisas assim, nós amamos isso. Nós nos divertimos muito em nossa turnê de cinco escolas no início e, obviamente, tudo evoluiu para boates e estádios. Nós aproveitamos todas as situações, de maneiras diferentes.

PARKER: Espero que tenhamos deixado uma marca que mudou o som da boyband. Eu acho que com o som otimista da banda, eu espero que tenhamos feito isso.

KANESWARAN: Com “Glad You Came” e“Chasing The Sun”, tentamos trazer uma vibração de festa sincera e que removia a preocupação. Eu gostaria de pensar que trouxemos a vida para a festa.

GEORGE: Se eu estou no meu pub local, onde todo mundo me conhece como Max da The Wanted, alguém coloca a música na jukebox e de repente todo mundo está apontando para mim, rindo e todos nós rimos disso. Então, eu fico tipo, “Deus, por favor, desligue isso.” Se há um grande grupo de pessoas e a música tocam eu fico tipo, “Oh, meu Deus…” Eu estou realmente orgulhoso disso, eu simplesmente não sei. Eu fico com vergonha, às vezes!

SYKES: Eu acho que nós a boyband do spring break [momento de descanso, conhecido pela grande quantidade de festas]. Eu nem acho que posso elaborar isso. Nós éramos provavelmente a boyband do spring break, e é aí que eu vou deixar essa. [Risos]

GEORGE: As pessoas ainda vêm e cumprimentam, pedem fotos e tudo mais. Eu acho isso incrível, porque sem as pessoas se interessarem por nós, nunca teríamos ido a lugar nenhum. Isso meio que dá a você uma sensação de aconchego, quando as pessoas chegam até você.

SYKES: Eu estive em Chatham no ano passado e nós estávamos em uma cafeteria alemã ou algo assim — foi uma noite estranha — e “Glad You Came” tocou, e esse cara literalmente tentou me colocar em seus ombros. As pessoas começaram a enlouquecer. E, então, na metade da música, as pessoas perceberam que eu estava na banda, então ficou ainda mais doido. Isso meio que mostra que uma boa música também não tem idade. As pessoas não viram uma boyband por trás dessa música — as pessoas simplesmente viram uma ótima música.

O que você achou das declarações? Comente!

Fonte: Billboard



sexta-feira 27 abril, 2018 às 20:31 | Postado por Thais | Arquivado em: Entrevista, Jay McGuiness, Max George, Nathan Sykes, Notícia, One Direction, Projetos Solo, Siva Kaneswaran, The Wanted, Tom Parker

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