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max george pausa

Max George já viveu altos e baixos em seus últimos 13 anos de carreira. Como parte da The Wanted, Max, que cresceu em Swinton – em Manchester -, viajou pelo mundo, alcançou o topo das paradas e experimentou cenas dignas da Beatlemania, com fãs obcecados no auge da fama da banda.

Agora, Max está começando sua jornada musical novamente com seu primeiro single solo, “Barcelona”, e planos de lançar um álbum e fazer apresentações ainda este ano.

Mas sua história na música começou muito antes do sucesso repentino da The Wanted. Quando ele tinha 16 anos e um braço quebrado, Max decidiu ir até o Lowry Hotel em Salford para fazer um teste na frente de Simon Cowell, Louis Walsh e Sharon Osbourne para o “The X Factor”.

Agora ele relembra a audição em 2005 como um momento que mudou a sua vida:

“Aquele dia no The Lowry foi quando tudo mudou. Eu e meu pai brigamos no dia anterior porque eu tinha furado as orelhas e não contei a ele! Eu também decidi que não entraria para o futebol profissional, mesmo depois disso ter sido meu foco principal. Naquela noite, eu disse ao meu pai que havia uma audição aberta para o X Factor e que eu iria. Ele me levou e foi isso. Desde então, eu não olhei para trás.”

Apesar de não ter seguido a carreira no futebol, o cantor é apaixonado pelo esporte, sendo um torcedor fanático do Manchester City.

“O futebol sempre foi o que eu queria fazer desde os 3 anos. Mas, a partir daquele dia, eu me apaixonei pela música, pela emoção e pelo desafio. É como eu me sinto agora em carreira solo, é uma nova aventura e é emocionante, estou muito animado com isso.”

Apesar de impressionar os juízes na primeira audição, com Simon Cowell comparando-o a um jovem Robbie Williams, sua jornada no “The X Factor” daquele ano terminou no bootcamp. Porém, no ano seguinte, em 2006, Max se juntou à boyband Avenue e entrou no “The X Factor” novamente – mas a participação resultou em um dos maiores escândalos do programa.

A banda impressionou os jurados e eles venceram as finais ao vivo. Então, foi revelado que a banda já tinha representação profissional, o que, na época, era contra as regras do programa. Avenue foi brutalmente expulsa.

“Na época, foi doloroso, mas agora eu olho para trás e posso rir disso, mas não foi engraçado naquele momento. Se eu não tivesse sido bem sucedido desde então, eu poderia olhar para trás de forma um pouco diferente!”

Max continuou na Avenue por mais um ano após o escândalo do “The X Factor” e relembra as tolices que a banda costumava fazer em uma tentativa desesperada de alcançar o sucesso tão almejado.

“Nós trabalhamos muito para tentar e fazer acontecer. Houve uma vez que todos nós mandamos mensagem de texto e ligamos para a rádio um monte de vezes só para tentar tocar nossa música. Também teve uma tarde de autógrafos em Leigh-on-Sea e acabamos comprando cada cópia do single porque ninguém apareceu, só a gente.”

Então, veio a ligação da Universal pedindo para que o cantor saísse da Avenue e se juntasse a uma nova banda que estava sendo formada. Durante 9 meses, Max foi blindado da mídia enquanto o restante da banda era recrutado, até que em 2009 a The Wanted foi revelada no mundo pop.

Sua ascensão à fama não foi nada menos do que meteórica com Max ao lado de Tom Parker, Jay McGuiness, Siva Kaneswaran e Nathan Sykes. Seu primeiro single, “All Time Low”, foi direto para o topo das paradas.

“Foi tão chocante conceber que aquilo estava acontecendo, eu achei muito difícil me adaptar nos primeiros meses. Eu acho que foi porque eu tinha feito tudo isso antes com a Avenue e não tinha dado certo. Nós estávamos comprando nossos próprios singles, então, de repente, não ter que fazer isso e ser o número um, não importa nas paradas, mas número um, eu não pude acreditar. Eu olho para trás e foi brilhante. O auge da The Wanted foi surpreendente. Eu tive o melhor momento da minha vida e tudo ficou melhor e melhor.”

O lançamento do seu segundo álbum em 2011 trouxe consigo seu maior sucesso – “Glad You Came” – que levou a banda ao redor do mundo. Max se acostumou a ser perseguido por fãs e à distância incompreensível que alguns percorreriam apenas para tentar encontrar com o seu ídolo, mas ele conduziu tudo em seu ritmo.

“Honestamente, eu adorei. Eu adorava o prazer que essas crianças estavam tendo quando estávamos por perto, me deu muita alegria. Você podia ver o quanto isso significava para eles e o efeito positivo que você estava dando. Não foi ser famoso, se trata mais do prazer que você provoca. Se você não consegue ficar satisfeito com isso, então há algo errado. Eu gostava de ver a felicidade que trazia para as outras pessoas.”

Max também contou sobre situações embaraçosas que viveu com os fãs:

“Embora houvesse momentos malucos. Teve uma garota que se enfiou embaixo do nosso ônibus de turnê e ela ficou lá por horas, ela ficou escondida por seis horas. Houve outra vez no Brasil em que duas fãs se esconderam debaixo da minha cama, elas escalaram a lateral do hotel e entraram no meu quarto. Mas foi estranho, eu as vi debaixo da cama e disse: “ei, olá” e elas ficaram tipo: “oi, Max!”. Como se fosse normal.”

Mas em janeiro de 2014 tudo parou quando a gravadora da banda disse que era hora dos integrantes darem uma pausa.

“Foi um choque para mim. Quando entramos na sala com nossa gravadora, nós praticamente tivemos uma reunião e eles disseram que achavam que era a hora certa de fazermos uma pausa, foi chocante. Mas, olhando para trás agora, provavelmente era a hora certa. Eu não queria que acabasse, eu não teria aguentado, mas tudo acontece por um motivo. Aquela conversa aconteceu um pouco antes da nossa turnê, então se tornou a nossa turnê de despedida. Mas não foi explicado o que estava acontecendo, então os fãs realmente não sabiam, era uma bagunça, mas era o que era. Eu não consigo acreditar que já faz quatro anos e meio.”

Max acredita que a banda voltará a se reunir em algum momento:

“Não houve brigas ou nada nesse sentido, dito isso, eu não falei com alguns deles desde então. Eu, Tom e Jay somos muito próximos e sempre falamos sobre isso. Seria legal fazer isso de novo um dia. É algo que gostaríamos de fazer, seja uma turnê ou voltar de vez. Mas com certeza eu gostaria de fazer algo com os rapazes.”

Depois da turnê de despedida, Max se mudou para os Estados Unidos e, rapidamente, conseguiu um papel em “Glee” na primeira audição que ele foi. Isso o catapultou para a vida de Hollywood e Max não descarta novos papéis no cinema e na TV no futuro. Mas, por enquanto, ele está focado em fazer sucesso em sua carreira solo. O cantor lançou seu primeiro single solo, “Barcelona”, e criou sua própria gravadora, a Silver Max, junto com seu pai.

“Silver (prata) é por causa do cabelo do meu pai e Max é por minha causa.”

Ele regularmente vai para Manchester e ainda tem uma casa em Worsley. Mas sua moradia permanente fica em Las Vegas, onde ele vive com sua namorada Carrie Baker.

“Eu me mudei para lá para ter mais calma, acredite ou não. Quando eu morava em Los Angeles, morava perto da Sunset Boulevard e era muito fácil sair todas as noites.”

Max faz 30 anos em setembro e está planejando comemorar o seu aniversário em Manchester, mas não que ele sinta o peso da idade.

“Para ser honesto, poderia ser meu aniversário de 21 anos, sinto o mesmo que eu sentia quando tinha essa idade. Mas talvez um pouco mais sábio do que eu era naquela época.”

“Barcelona” já está disponível no Youtube, Spotify e outras plataformas digitais.

Fonte: Manchester Evening News



terça-feira 24 julho, 2018 às 13:54 | Postado por Mariana | Arquivado em: Barcelona, Entrevista, Max George, Notícia, Projetos Solo, The Wanted

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